domingo, 24 de fevereiro de 2013

 
Animação com areia sobre cristal

Por César Díaz Meléndez. Gravado fotograma a fotograma durante 3 meses. Só uma  câmara de fotos, uma mesa de luz  e areia de cores. Música de El combolinga. César é também membro da banda.


sábado, 23 de fevereiro de 2013


 
A Aldeia da Poesia

            Há muito, muito tempo, existia uma aldeia muito diferente das outras. Todos os que viviam nela estavam, de alguma forma, ligados à poesia. Poetas, poetisas, aspirantes a poetas, e muitos mais, passavam os seus dias com a poesia a seu lado. Naquela aldeia, não só as pessoas eram poetas, mas tudo o que as rodeava inspirava a poesia, dava-lhes novas formas e prazeres. A grande fonte, que estava no pátio principal, não era exceção. A pedra de mármore branco, esculpida em flores, pássaros, ondas… A dança que a água fazia encantava tudo e todos, e o murmurinho dos salpicos inspirava os mais sonhadores.

-A tua vida é poesia? – era o que se perguntava aos viajantes que queriam lá viver.

-Sim! – respondia a maioria, tendo, dentro de si, a vontade de comprar novos cadernos e escrever para todo o sempre.

As casinhas de madeira tinham tudo o que um bom poeta poderia desejar. Cama, cozinha e uma enorme biblioteca com espaço para todos os livros ainda por escrever. Assim, os poetas instalavam-se e começavam imediatamente a sonhar. A vida dos poetas é sonhar porque sem sonhos a vida é triste. Que a nossa vida seja alegre, encantada e cheia de poesia!


Mariana Reis – 9ºD
 (texto escrito no teste intermédio de Português – 9ºano)


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


Os alunos do 8ºC tentaram produzir textos argumentativos (tiveram alguma dificuldade em respeitar a estrutura e as características desta tipologia textual) a partir da análise do conto “A fuga de Polichinelo” de Gianni Rodari. Foi-lhes lançada a seguinte questão:

            Será que Polichinelo tomou a decisão certa ao abandonar a sua vida segura em nome da liberdade? Terá este sido um ato responsável?

Eis o texto que o Tomás Bravo redigiu:

Na minha opinião, Polichinelo…

Na minha opinião, Polichinelo tomou uma decisão bastante acertada, pois, apesar de ser um “boneco de pau amarrado” que, como o texto referia, era uma marioneta com vida, teve coragem de deixar a sua vida infeliz, embora segura, e procurar a liberdade.
Além disso, Polichinelo era sujeito a desagradáveis comportamentos por parte de alguns dos seus colegas.
Já imaginaram se um de nós estivesse amarrado a cordas, sujeitos a sermos comandados por outro mais poderoso do que nós, sem liberdade de expressão e sem conhecer uma vida senão esta? Seria um desconforto total! Logo, se esta fosse a minha situação, eu também estaria disposto a lutar pela liberdade.
No entanto, acho que este foi um ato responsável, por um lado, mas irresponsável, por outro.
Por um lado, Polichinelo foi irresponsável, pois acho que deveria saber mais sobre o mundo real, antes de se aventurar nele.
Por outro lado, foi responsável, pois tentou sobreviver, enganando os gatos e alimentando-se das flores de um jardim.
Também, na fase final da obra, é referido que no local onde Polichinelo se encontra nasceu um cravo. O cravo é a flor que simboliza a liberdade, pois está associada à Revolução de Abril ou, como alguns dizem, Revolução dos Cravos. Desta maneira, Polichinelo deixou de se sentir “amarrado”, pois da sua cabeça já não saía um fio de marioneta, mas sim um cravo livre.
Depois disto, posso concluir que Polichinelo tomou uma boa decisão, a qual o fez feliz demonstrando muita força de vontade e um grande valor. Embora tenha passado por enormes dificuldades, nunca abandonou o seu objetivo de ser livre lutando sempre, motivo pelo qual merece a nossa admiração, pois nem sempre é fácil seguirmos os nossos ideais sem desistirmos.
Tomás Bravo, 8ºC



E o texto da Rita...

Na minha opinião, Polichinelo tomou a decisão certa ao abandonar o teatro, pois o seu sonho era ter liberdade e “andar pelo seu próprio pé”.
            Em primeiro lugar, Polichinelo estava, de certo modo, acorrentado a uma vida que ele próprio quase desprezava. Tinha sempre algum protesto a fazer, por exemplo, não lhe agradavam os papéis que lhe eram atribuídos e na hora da apresentação ele preferia passear. Em segundo lugar, ele sonhava com a liberdade, como já foi referido (“poder andar pelo seu próprio pé”), sendo esta a razão que levou Polichinelo a cortar os fios que o prendiam àquela vida.
            Talvez a personagem não tivesse tido um ato muito responsável, pois perdeu o conforto, a segurança e o luxo que tinha dentro do teatro, mas conquistou a felicidade, aquilo  com que sempre havia sonhado.
            Em suma, Polichinelo tomou a decisão acertada, pois foi para a sua felicidade e para poder ter liberdade.
Rita Sena, 8ºC



Também foram apresentadas biografias de autores portugueses e estrangeiros.


 







Bruna Silva, Cláudia Faria e Tomás Bravo - 8ºC

domingo, 17 de fevereiro de 2013

 

É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
 Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
 Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver.
 Martin Luther King

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

…DOIS
 
Apenas dois.
 Dois seres...
 Dois objetos patéticos.
 Cursos paralelos
 Frente a frente...
 ...Sempre...
 ...A se olharem...
 Pensar talvez:
 “Paralelos que se encontram no infinito...”
 No entanto sós por enquanto.
 Eternamente dois apenas.
Pablo Neruda


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

 

     Carnaval vem do latim "carna vale" que significa dizer adeus à carne, e é uma festa que teve origem na Grécia, há mais de 500 anos a.C. Nesta festa, o povo agradecia aos deuses pela colheita, pela sua produção naquele período. Os festejos eram bastante difundidos pelo povo de cada cidade, onde todos comemoravam brincando, comendo fartamente e consumindo muito vinho.





Mas é Carnaval, não me diga mais quem é você

 Amanhã tudo volta ao normal

 Deixa a festa acabar

 Deixa o barco correr

 Deixa o dia raiar

 Que hoje eu sou da maneira

 Que você me quer


Chico Buarque, noite dos mascarados
 





 
Você é Linda
 
Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul

E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol

(...)

Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
 

Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas

Diga o que você quer
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
 

Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Caetano Veloso



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A DANÇA DAS PALAVRAS
 

“E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor".
Vinicius de Moraes.... 

 



 
Coração Habitado
 
 
 

Aqui estão as mãos.

São os mais belos sinais da terra.

Os anjos nascem aqui:

frescos, matinais, quase de orvalho,

de coração alegre e povoado.

 

Ponho nelas a minha boca,

respiro o sangue, o seu rumor branco,

aqueço-as por dentro, abandonadas

nas minhas, as pequenas mãos do mundo.

 

Alguns pensam que são as mãos de deus

— eu sei que são as mãos de um homem,

trémulas barcaças onde a água,

a tristeza e as quatro estações

penetram, indiferentemente.

 

Não lhes toquem: são amor e bondade.

Mais ainda: cheiram a madressilva.

São o primeiro homem, a primeira mulher

E amanhece.

Eugénio de Andrade