terça-feira, 28 de fevereiro de 2012




TEMA DO MÊS

Atravessaste um espelho e encontraste um mundo que é o contrário daquele a que estás habituado. Como é esse outro mundo?




           Querido Diário…
          Queria que soubesses uma coisa, mas não podes contar a ninguém!
          Hoje, o meu dia não começou da melhor forma. A minha mãe acordou-me com um copo de água fria em cima. Depois, quando fui ao quarto de banho, aconteceu uma coisa muito estranha. Atravessei o espelho que havia à minha frente e fui parar a um mundo completamente diferente do meu.
          Quando lá cheguei, vi umas coisas muito estranhas. Acho que eram extraterrestres, aquelas coisas pegajosas e nojentas, sabes? Blac!
          Mal pus lá os pés, vi que todos estavam a olhar para mim contentinhos, mas o pior de tudo foi que não perceberam que estava enervada por estar ali.
          Aquele mundo era completamente diferente do meu, pois no meu era de dia. Eu tinha acabado de acordar e lá era de noite. Uma coisa estranhíssima!
          As casas eram em forma de gelado, o chão era mole e os carros não tinham rodas, flutuavam.
          A baba que eles deitavam tinha poderes: transformava as pessoas que também atravessam os espelhos, como eu, em extraterrestres. Havia criaturas azuis e verdes, o que não é costume. Enquanto caminhava, ia pensando nas coisas horríveis que tinha visto, quando avistei uma espécie de laboratório. Fui a correr e bati à porta. Até que enfim tinha encontrado um ser humano! Era um cientista maluco que me disse:
          -Olá, criatura! Estás boa, ou vais p’ra Lisboa? Estás triste, ou vais p’ra Peniche?
          Quando respondi, contente…
          - Vou para Lisboa! Ahahah!
          Pedi-lhe ajuda para me salvar, a mim e a todos aqueles desgraçados que lá estavam, mas ele disse rapidamente que não podia, pois estava a inventar uma  poção que duraria três longos meses a ser acabada.
          Aí entrei logo em pânico e disse-lhe que não poderia ser, porque tinha muitos compromissos a que não poderia falhar. Então decidi que quem iria salvar aquele pobre mundo era “EU”.
          Fechei a porta, sem lhe dirigir mais a palavra. Entretanto… começou a chover. Todos os extraterrestres se refugiaram nas suas casas e eu, só eu, ali solitária, triste como nunca.
          Andei, andei, andei e decidi telefonar ao meu pai. Mas concluí que essa tarefa era impossível porque não havia rede naquela espelunca. Porém, pensei e concluí que o meu pai me tinha ajudado a fazer uma poção estranha. Sinceramente não tinha percebido para que era, mas os ingredientes necessários eram:
          Estrume de cavalo
          Gelado
          Areia movediça
          Iogurte de Morango…
           Sabia que era impossível, mas também sabia que todos esses ingredientes existiam neste estranho lugar. Tentei encontrar um supermercado. Percorri a vila toda e só encontrei um velho supermercado. Quando entrei, o dono exclamou:
          Bem-vindo ao supermercado
          Da sua vida
          Leve farinha
          E fique descontraída
          Desatei a rir e a chorar ao mesmo tempo, pois de tanto rir saiu-me uma linda lágrima pelo olho. Trouxe muitas coisas para petiscar porque fiquei muito tempo sem ver a cor da comida.
          Ah! Mas ainda trouxe os ingredientes para sair dali: o iogurte, o gelado, o estrume e a areia.
          Refugiei-me num hotel de céu estrelado. Sabem porque digo isto? Tinha 550 estrelas!... Fiquei espantada de tanto olhar!
          Pedi um quarto e fiz a poção. No dia seguinte, levantei-me e fui ao topo da montanha mais alta daquela cidade que para mim já não era um horror, já estava habituada a lá estar.
          Cheguei finalmente ao topo da montanha e deitei o pó pelo país inteiro.
          Instantes depois, avistei muitos seres humanos rodeando aquela montanha em direção a mim, que me abraçaram.
          Depois pensei “Tudo está bem, quando acaba bem”.
Sofia Pereira, 7ºC

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ora estava eu um dia no meu facebook, quando vejo à minha frente um espelho muito estranho e, com a minha curiosidade, entrei lá dentro. Havia um mundo muito diferente do habitual. Nós vivíamos nas nuvens e com pouca gravidade balançávamos de um lado para o outro. As nossas casas eram feitas de gelo, mas um gelo diferente dos outros, um gelo quente. Nas nuvens também se pode cultivar, mas só se cultivava duas frutas- a romã e a azeitona. Só se cultivava um legume- a cebola. Só se cultivava um cereal- o trigo. Havia pequenos lagos onde se podia pescar, mas só existiam dois peixes- o tamboril e o robalo. Só se criavam dois animais- o porco e o pato. Só existia uma planta- o linho. A moeda deste país era a balva.
Existia uma pequena igreja com sinos de ouro, pois era o único metal que lá existia. A temperatura era fria; o prato mais confecionado era pato frito com molho de romã. As profissões mais praticadas eram tecelão e tintureiro, pois quem o era tinha dinheiro. O rei deste “país” era Dom Braçadas de Lebre I. Este “país” era a Nuvenlandia.
Durante o meu passeio conheci três nobres e o Bispo: D. Alberto das Teixeiras-Marquês da Romã, D. Joaquim de Albuquerque-Alcaide da Cebola, D. Gustavo Gomes- Conde da Azeitona e o Bispo D. Francisco Rosa. Pediram-me para os ajudar, pois o rei D. Braçadas de Lebre estava com uma doença muito grave. Eu analisei-o muito bem e vi que ele estava com gripe A. Rapidamente voltei ao meu mundo para trazer para o rei uma vacina. Atravessei o espelho com a seringa, corri pelos corredores do palácio d’el rei e injetei-lhe pelo sangue dentro aquele líquido miraculoso. Ao fim de três horas o rei estava curado e concedeu-me o cargo de Duque do Linho Branco. Passei a ser D. Tomás Bravo. El-rei concedeu-me inúmeros terrenos e fez uma estátua minha na praça da igreja.
Espero que tenham gostado desta viagem, pois acho que nunca mais voltarei lá.

Tomás Bravo, 7ºC


Naquela manhã primaveril, estava eu a pentear os meus longos cabelos loiros em frente ao meu espelho, quando um raio de sol entrou pela janela e embateu no meu espelho que deixou, estranhamente, de refletir. Que coisa tão estranha!...Toquei então levemente no espelho, que me levou a um universo paralelo, um local onde tudo era enorme, gigantesco, e eu era apenas uma simples bonequinha pequenina, numa enorme casa de bonecas à minha medida. Eu estava no quarto da casinha de bonecas onde havia um guarda-vestidos, uma mesinha de cabeceira de madeira e uma caminha pequenina. Ligado ao quarto estava uma casa de banho com banheira. Também havia uma cozinha e uma sala no piso de baixo. Eu estava vestida com um vestidinho rosa, uns sapatinhos e uns totós. De repente, ouvi passos, voltei para o quarto no piso de cima e na porta apareceu uma menina gigante. Devia ter uns seis anos, estava vestida com um alegre vestido. Dirigiu-se à casa de bonecas, pegou em mim e disse:
- Vamos lá, preguiçosas! Está na hora do chá!
   Colocou-me em cima de uma mesa gigante no seu quarto cor-de-rosa. Por todo o lado havia florezinhas e peluches, bonecas e uma arca cheia de brinquedos. À volta da mesa colocou outros bonecos e distribuiu o chá em cada chávena.
   Quando a mãe a chamou para ir lanchar, um grande urso de peluche aproximou-se e perguntou:
- Quem és tu? De onde vieste?
- Eu sou a Beatriz, e vim de outro mundo, um mundo onde eu sou grande. Vim através do espelho do meu quarto e não faço ideia como hei de voltar.
- Ah! Vieste do mundo humano!... Não te preocupes, eu sou o urso Doce de Mel. Já cá estou há quatro anos e vou ajudar-te a voltar para casa. Tens de ir pelo espelho da casa de banho que fica mesmo ao lado do quarto do Gonçalo, o irmão da Leonor. Por isso tem cuidado, porque ele pega nas bonecas da Leonor que encontra fora do quarto e leva-as.
- Leva-as para onde?
- Ninguém sabe! Nunca mais as voltamos a ver. – disse com tristeza.
- Então como é que vamos fazer?
   De repente, aproximaram-se outros peluches e um exército de soldadinhos de chumbo. E duas bonecas de trapos. Uma delas trazia uma folha na mão.
- Vamos lá preparar as coisas de que precisamos : uma tesoura e uma corda bem comprida.
   Em seguida, a boneca de trapo, que não tinha o papel, foi buscar as coisas enquanto o Doce de Mel explicava, mostrando-lhe a planta:
- Vamos atar-te a corda à cintura e levas a tesoura na mão. Se aparecer o Gonçalo gritas e nós puxamos-te, fechamos a porta do quarto e tentamos outra vez. Quando chegares à casa de banho, procuras o espelho e antes de entrares cortas a corda com a tesoura.
   Depois de preparada, desejaram-me boa sorte e a missão iniciou-se.
Um dos soldadinhos espreitava sentado na maçaneta da porta e eu avancei. Olhei em volta, o caminho parecia estar livre e continuei a avançar cautelosamente. De repente apareceu uma enorme bola de pelo. Era um gato gigante, de pelo cinzento, muito felpudo com ar mau e furioso. Então mantive a calma, segundo as instruções que me tinha dado, gritei para me puxarem e fui disparada. Fecharam a porta e descansei um pouco.
- Ufa! Felizmente puxaram-me a tempo. Não me tinham avisado que havia um gato gigante!
- Desculpa, o Sebastião quase nunca aqui aparece, mas quando aqui entra é um problema. Vamos lá tentar outra vez…
   De novo, tudo foi preparado e, claro, com todos os nervos à flor da pele, pacificamente, cheguei sem problemas à casa de banho. Agora só faltava chegar ao espelho. O espelho ficava por cima do lavatório. Por isso precisava de subir para o parapeito da banheira, baloiçar pelas toalhas e finalmente iria para casa. Lá consegui com muito esforço chegar à banheira e o momento chegou. Tinha que saltar para as toalhas, baloiçar nelas e saltar para o lavatório. Saltei, alcancei a toalha e, pegando nas suas duas pontas, balancei-me e saltei. Para meu espanto, tinha conseguido! E ali, em frente ao espelho, era agora ou nunca. Cortei a corda com a tesoura e toquei levemente no espelho, que logo deixou de refletir, e fui então levada e…e…estava em casa deitada na cama. Afinal, tudo aquilo havia sido apenas um sonho. Mas se realmente aquele mundo existisse ficaria apenas um segredo meu, e de certeza que eu iria lá voltar.
 Maria Beatriz, 7ºE



Após tanto tempo em busca de aventuras, finalmente tenho uma história incrível para um dia poder contar aos meus filhos. Hoje de manhã estava a pentear-me ao espelho, quando reparei que o vidro estava salpicado. Corri para o limpar. Enquanto o limpava, a minha mão entrou no espelho. Fiquei muito espantada, pois é muito raro passar por um espelho. Foi então que decidi entrar pelo espelho e viver uma aventura. Eu nem queria acreditar, estava num mundo totalmente diferente. O céu era roxo e o chão azul-marinho, as nuvens pareciam algodão doce e o Sol um rebuçado. Os habitantes eram pequeninos, alguns azuis, outros cor-de-rosa, outros verdes e ainda outros roxos. As meninas tinham um cabelo muito bonito, de cores invulgares, as crianças andavam à vontade.   
Pareceu-me ser um mundo sem crimes e cheio de justiça. Viviam sem preocupações. Eram extremamente simpáticos, uma das famílias ofereceu-se para me mostrar o mundo deles. Era um mundo simplesmente lindo, onde reinava a paz. Um dos habitantes convidou-me para beber um chá e eu aceitei. Passado pouco tempo e após ter bebido o chá, comecei a diminuir e fiquei do tamanho deles. Fui logo ao hospital daquele mundo, mas estava deserto. Andei pelo hospital até encontrar um dos monstrinhos, mas ele era diferente dos outros. Tinha o cabelo preto, a cor da sua pele era amarela e brilhava como o Sol do nosso mundo. Ele era médico, mas era um médico já um pouco velhote. Pelo que  me explicou, nenhum dos outros se interessava pela medicina. No fim da conversa, ele perguntou-me o que é que eu tinha ido ali fazer, e eu respondi que tinha começado a diminuir. Passado muito tempo, ele voltou a vir ter comigo. Trazia um frasco na mão, com um líquido cor-de-laranja. Achei estranho, mas ele disse-me que eu voltaria a ficar bem e do meu tamanho, como antes. Recomendou-me também que não aceitasse mais chás nem biscoitos. Quando saí à rua, era de noite, as estrelas brilhavam muito, viam-se muitos outros planetas em redor. Percebi que tinha de procurar o espelho e voltar para casa. Eles ficaram um pouco envergonhados, pois pensavam que eu me ia embora por não gostar do planeta deles. Eu expliquei-lhes que tinha adorado a minha aventura, mas  a minha mãe devia andar à minha procura e eu não queria deixá-la preocupada. Quando consegui voltar a casa, a minha mãe deu-me um sermão por ter desaparecido, mas valeu a pena.
Margarida Gomes, 7º F





          Uma noite, eu estava no meu quarto a ler um livro, quando ouvi um barulho estranho. Mas não liguei muito porque todas as noites ouvia aquele barulho. Sempre pensei que viesse dos vizinhos de cima. Então reparei que o espelho parecia um remoinho. Fui lá, toquei-lhe, e senti um vento muito forte que me puxava para lá do espelho. Eu, com curiosidade, entrei com os olhos fechados e quando dei por mim estava do outro lado do espelho.
            Aquilo que eu via era diferente do mundo em que eu vivia. Aquele mundo tinha um ar muito apetitoso, com casas feitas de bolachas de chocolate e carros de pastéis de nata. Estava sempre a nevar açúcar, a terra era chocolate em pó, a calçada eram barras de chocolate juntas, as pessoas (quer dizer, aquilo não eram pessoas normais) eram biscoitos com pernas, braços e cabeça, todos decorados com colares. Sapatos, saias, óculos de sol, …Havia alguns biscoitos masculinos vestidos com saias e eu fiquei admirado ao ver aquilo. Até que me lembrei que deviam ser escoceses. Alguns eram franceses, outros chineses de olhos em bico, outros até eram portugueses.
             Eu estava cheio de fome, vi um pastel de nata no fundo da rua,  fui lá, e, com a fome que tinha, não resisti e comi-o. Ouvi uns gritos, olhei para trás e era o dono daquele carro que eu tinha comido. Eu perguntei como  se chamava e ele disse que se chamava Bolachudo. Eu disse que lhe pagava outro carro, e lá fomos os dois. Quando cheguei ao stand de pastéis de nata, que se chamava Stand Nata, perguntei o preço e o dono do stand disse que eram 23 barras de chocolate branco e 72 biscoitos de mel. Eu respondi que não tinha esses doces. Então o dono do carro disse-me que se eu não pagasse ia para a prisão. Eu, como sou uma pessoa pacífica e sabia que sairia dali facilmente, disse para ele fazer o que quisesse.
          Ele levou-me para uma prisão feita de pastilhas elásticas cujas grades eram palitos de chocolate. De repente, vi um remoinho, e pensei onde ia parar daquela vez. Então entrei nele e fui parar ao meu quarto. Naquele preciso momento a minha mãe estava a chamar-me para ir jantar. Parece que demorei pouquíssimos minutos.
            E termina assim uma grande aventura.           
Miguel Santos, 7ºE


 Um dia, estava eu a dormir tranquilamente no meu quarto, quando acordei e vi um buraco enorme no espelho. Só pensei em ir ver o que estava dentro daquele buracão, mas, ao aproximar-me, fui repentinamente parar dentro dele.
 Não tinha bem a ideia de onde estava. Só sabia que estava num sítio confortável, suave e fresco. Ao levantar-me, senti-me nas nuvens. Por acaso até parecia estar mesmo nas nuvens. A única diferença é que o sítio onde eu estava era roxo.
            Ao dar uns passos em frente, vi uma espécie de um macaco. Aproximei-me dele e, como ainda estava meio tonto de tudo isto, cumprimentei-o, e, por mais estranho que pareça, o macaco respondeu-me. Confuso e sem saber o que fazer, perguntei-lhe onde é que eu estava e o macaco disse-me que estava na Arret, o paraíso de todos. Parecendo-me simpático, quis saber o nome dele. Respondeu-me que se chamava Balde. Curioso, perguntei-lhe o porquê desse nome. Então o Balde explicou-me que na Arret todas as pessoas nasciam com uma espécie de tatuagem. A dele era um balde, a da sua mãe era uma galinha, a do seu pai um vaso…
            Para saber mais sobre a Arret, perguntei se havia alguma guerra ou crise lá por perto. Admirado, o Balde perguntou o que queria isso dizer. Eu percebi logo que aquele sítio era perfeito. Só que notei que faltava lá alguma coisa: um pouco de amor e carinho. Percebi que, apesar de tudo, aquele mundo não era assim tão bom. Sem amor e carinho ninguém pode estar totalmente feliz.
            Então perguntei sobre a ciência, para arranjar maneira de voltar a casa. O Balde respondeu que estava muito avançada. Disse-lhe que queria voltar para casa e ele levou-me até um laboratório. O dono desse laboratório chamava-se Calculadora e, percebendo logo os meus motivos, transportou-me para casa.
 Em casa já não havia o buraco no espelho. Fui de imediato abraçar a minha mãe e ela de seguida deu-me o carinho tão desejado e reconfortante. Se eu ficasse na Arret nunca mais teria este carinho.
David Cruz. 7ºD
 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


Zeca Afonso morreu há 25 anos

Esta quinta-feira, passam 25 anos sobre a morte do médico, cantor e compositor José Afonso, uma das maiores referências da música popular portuguesa e que se notabilizou por ter sido o autor da canção que foi a senha da Revolução do 25 de Abril, «Grândola, Vila Morena», noticia a rádio TSF, de Lisboa, que dá hoje grande destaque à data.

Falecido a 23 de Fevereiro de 1987, com 57 anos, Zeca Afonso, como também é conhecido, começou a sua carreira com a gravação de fados e baladas de Coimbra. Porém, viria a ser pela interpretação de canções, onde a mensagem era tão importante quanto a melodia, que ficaria a ser conhecido.

Ainda antes do 25 de Abril, gravou em Londres, Madrid e Paris, sempre tendo em atenção a realidade portuguesa, álbuns como «Traz Outro Amigo Também», «Cantigas do Maio», «Eu vou ser uma toupeira» e «Venham Mais Cinco».

Um mês antes da Revolução dos Cravos, a 25 de abril de 1974, o cantor interpretou «Grândola, Vila Morena» no Coliseu de Lisboa, ao lado de Adriano Correia de Oliveira, Fernando Tordo e Manuel Freire.

Em 1983, já numa fase avançada da sua doença, regressou ao Coliseu de Lisboa para o seu último espetáculo. As homenagens multiplicaram-se e é condecorado com a Ordem da Liberdade. Dois anos depois, Zeca Afonso edita o seu último disco, "Galinhas do Mato", no qual, devido ao estado da doença, não consegue interpretar todas as músicas previstas. Atualmente, muitas das músicas de Zeca Afonso continuam a ser gravadas por diversos artistas portugueses e estrangeiros. As informações são da TSF.
In Portugal Digital
G.R.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


Últimas Notícias do Sul é o novo livro de Luís Sepúlveda. Este é o autor de “História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar”, a obra que começaremos a estudar muito brevemente no 7º ano.

As palavras de Sepúlveda e as imagens de Mordzinski.
Últimas Notícias do Sul é o aguardado resultado de uma viagem de Luis Sepúlveda e Daniel Mordzinski.

A Porto Editora publicou no dia 13 de fevereiro Últimas Notícias do Sul, o aguardado livro de Luis Sepúlveda que conta com a participação de Daniel Mordzinski, o conhecido «fotógrafo dos escritores».
Últimas Notícias do Sul é o resultado de uma viagem que Luis Sepúlveda e Daniel Mordzinski, amigos de longa data, decidiram fazer pela Patagónia, no final dos anos 90. Lá descobriram um mundo que praticamente não existe nos dias de hoje; Sepúlveda tirou notas, Mordzinski fotografou. Depois de uma longa espera, chega finalmente a Portugal o resultado magnífico dessa viagem: as memórias, as experiências, as pessoas, as imagens.

Luis Sepúlveda e Daniel Mordzinski vão estar em Portugal:
_ 23 a 25 de fevereiro - Correntes d’Escritas, Póvoa de Varzim;
_ 26 de fevereiro – Porto de Encontro, às 17:00, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Porto;
_ 28 de fevereiro – Apresentação do livro às 18:00, no Instituto Cervantes, Lisboa.
Sobre a obra:
As palavras de Luis Sepúlveda e as fotografias de Daniel Mordzinski conduzem-nos rumo ao Sul, numa viagem que não deixará nenhum leitor indiferente.
«Este livro nasceu como a crónica de uma viagem realizada por dois amigos, mas o tempo, as mudanças violentas da economia e a voracidade dos triunfadores transformaram-no num livro de notícias póstumas, no romance de uma região desaparecida. Nada do que vimos existe tal como o conhecemos. De certo modo fomos os afortunados que presenciaram o fim de uma época no Sul do Mundo. Desse Sul que é a minha força e a minha memória. Desse Sul a que me aferro com todo o amor e com toda a raiva. Estas são, pois, as últimas notícias do Sul.» Luis Sepúlveda
Sobre o autor:
Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949. Da sua vasta obra (toda ela traduzida em Portugal), destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor, História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mas Mundo do Fim do Mundo, Nome de Toureiro, Patagónia Express, Encontros de Amor num País em Guerra, Diário de um Killer Sentimental ou A Sombra do que Fomos (Prémio Primavera de Romance em 2009), por exemplo, conquistaram também, em todo o mundo, a admiração de milhões de leitores.
No catálogo da Porto Editora (que publicará toda a sua obra) figuram já A Lâmpada de Aladino, O Velho que Lia Romances de Amor, História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, A Sombra do que Fomos, Histórias Daqui e Dali, Patagónia Express e As Rosas de Atacama.

Daniel Mordzinski nasceu em Buenos Aires em 1960 e vive em Paris. Conhecido como «o fotógrafo dos escritores», trabalha há mais de trinta anos num ambicioso «Atlas Humano» da literatura ibero-americana. Tem retratado os protagonistas mais destacados das letras hispânicas, tendo-se convertido no melhor cúmplice de três gerações de criadores. As «duas margens» do Atlântico estão unidas para sempre através do seu olhar.
Em Portugal tem publicado o álbum Os Rostos da Escrita.
É correspondente em França do jornal espanhol El País.

in Imprensa
G.R.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012




Estamos a chegar ao fim das histórias ligadas à literatura tradicional de expressão oral. Os alunos ficaram a saber que são os mais idosos os principais detentores e transmissores da cultura popular que, através das histórias que contam, passam o património do seu povo de geração em geração.

Foi proposto que tentassem descobrir, junto dos familiares e amigos mais idosos, vestígios do património literário oral de modo a que fosse possível a recolha de contos ou lendas da sua localidade ou região.

Poderiam também realizar um pequeno filme com os seus “contadores” de histórias para apresentarem à turma ou eles próprios contarem e lerem a recolha que tivessem feito. O Tomás, do 7ºC, passou, na aula, uma entrevista filmada e que teve como protagonista uma senhora de Tavira que contou, com toda a graça e sabedoria dos mais velhos, algumas lendas de mouras encantadas relacionadas com a nossa cidade.

Outras atividades diferentes virão. Para finalizar este conteúdo programático, aqui ficam algumas histórias redigidas pelos alunos no clube Escrever Mais, alguns trabalhos de grupo e  fotografias de pequenas dramatizações de lendas e contos populares que foram efetuadas na aula de Língua Portuguesa. 

G.R.


Fada Desajeitada 

Fazia-se noite escura e sombria na floresta encantada do Vale das Fadas.
Certo dia, passou por tal sombrio lugar uma fada. Esta ia carregada de sacos, pois a caminho de casa passou pelo mercado dos Pós Mágicos e fez as suas compras semanais.
Esta fada, de seu nome Ana (e para os seus amigos o seu nome do meio é Desajeitada, na brincadeira), é muito querida por todos. J 
Ana trabalhava no palácio do príncipe Henrique, um rapaz muito bonito, charmoso e por quem Ana tinha uma paixoneta secreta.
Mas como as histórias não são feitas apenas de contos de fadas, tem que haver sempre um vilão.
A mãe do príncipe, Aurora, era a bruxa má da floresta e não gostava nada da criada Ana porque ela era uma rapariga muito bonita. Pode-se até dizer que era a rapariga mais bela de todo o reino.
Aurora, já tendo reparado da maneira como a Ana olhava para Henrique, estava sempre a colocar obstáculos como mandá-la ir às compras quando o príncipe estava no palácio, ou seja, quase nunca o via, o que estava a dar cabo dela.
Como disse no início, Ana passava muito tempo na floresta encantada, mas, um dia, algo estranho aconteceu.
- Porque é que há pessoas tão maldosas? Porquê?… - lamentou-se Ana para a borboleta que poisara no seu ombro, ao mesmo tempo que uma lágrima lhe caíra pelo rosto.
 -Ó amiga Ana, não chores! Estou aqui no teu ombro para te limpar as lágrimas. - ouviu Ana.
Tal frase de apoio da borboleta fez com que ela soltasse um sorriso encantador, como só ela sabia fazer. Por instantes, Ana sentiu que algo a está a seguir. Quando se virou para trás, viu um sapo. Um sapo com uma coroa e que lhe parecia muito familiar. Mas não ligou e continuou a andar.
Mal ela sabia que aquele sapo era o príncipe Henrique sob o feitiço que sua mãe lhe mandara.
Quando chegou ao palácio, viu no lago mais passarinhos do que era habitual ver, mas, com o que lhe tinha acontecido na floresta encantada, Ana já não achava nada estranho.
Passadas algumas horas de trabalho árduo no grande palácio, Ana começa a ouvir o maravilhoso cântico dos pássaros, que estavam poisados nos ramos das árvores que davam para a janela da cozinha. De repente, os pássaros entraram de rompante pela janela escancarada da cozinha, em direção ao quarto da Bruxa. Ana não pôde fazer nada. Quando lá chegou, o quarto estava todo virado do avesso. A bruxa vinha do lago para o seu quarto, prontinha para a sua “sesta de beleza”. Abre a porta e…um verdadeiro alvoroço se apodera daquele espaço, repleto de animais a desarrumar-lhe o quarto todo. Havia no meio do quarto uma montanha enorme de roupa e sapatos.
-Aaaaaaahhhhhhhhh! – prolongou-se o grande grito que a Bruxa pregou por ver o estado do seu lindo quarto de rainha.
A Ana correu pelas escadas acima, para o quarto da Bruxa que, por um bocadinho, não lhe deu um ataque cardíaco por ver tal cena se passar diante dos seus próprios olhos. Atrás da Ana entrou uma raposa, com um sapo pelas costas, defendendo Ana, pois tinha ouvido todos os seus lamentos lá na floresta encantada do Vale das Fadas.
- Não, não, não! – Exclamou o príncipe Henrique, muito transtornado – O que é que você está a fazer? Porque é que você me fez isto?
A Ana estava envergonhada e ao mesmo tempo confusa.
 A Bruxa saltou pela janela e começou a voar com a sua vassoura mágica, em direção à floresta Negra, onde todos os animais são escravos das irmãs Berzebu.
O príncipe Henrique explicou-lhe toda a história e pediu-lhe um grande favor: as criadas, quando ele era pequeno, liam-lhe a história da princesa e do sapo e, como devem conhecer, na história, para que o sapo volte a ser o mesmo príncipe encantado, a princesa tem que beijar o príncipe amaldiçoado.
E assim aconteceu. A fada Ana lá beijou um príncipe dos seus sonhos e, de um momento para o outro, uma grande nuvem de pós mágicos invadiu o quarto e ele começou a transformar-se.
 Após uma longa conversa com o Príncipe Henrique, ele pediu a mão dela em casamento, disse-lhe coisas lindas, tais como:

“E a emoção do nosso amor
Não dá para ser contida
A força desse amor
Não dá para ser medida
Amar como eu te amo
Só uma vez na vida”

A Ana ficou deslumbrada com tal poema. Uma lágrima escorregou pelo seu rosto, mas não pensem que era de tristeza, não, era de alegria. Ela estava felicíssima por tal acontecimento maravilhoso. Para ela era realmente uma vitória.
A data do casamento foi marcada e começaram os preparativos para tal festividade.
Chegou o grande dia, 14 de Fevereiro, o dia escolhido pelos noivos para casarem.
Lá estava o príncipe Henrique vestido a rigor e, quando menos esperavam, ouviu-se a música de entrada da noiva, tocada pelo amigo da família, o Sr. Grilo.
Ana tinha um vestido cor-de-rosa muito clarinho e as suas asas brilhavam como a luz do sol refletida na água.
E, como em todas as histórias, tiveram filhos e viveram felizes para sempre.
              Vitória, vitória e acabou-se a história. 
                                                              Cátia Pacheco , nº8, 7ºE

ERA UMA VEZ…

Num reino muito distante, na noite de São João, um pobre lenhador andava já ensonado depois da grande romaria na praça do pelourinho. Subia então a ladeira em direção a sua casa. Mas quando chegou a casa com a sua garrafita já vazia, a sua mulher já estava com a colher de pau pronta para… ir … fazer um bolo com a vizinha. O homem viu romper a aurora da porta da cozinha. Se calhar ele era tão pobre que até vivia numa cabanita, mas … vamos lá continuar a história. O homem tinha um irmão que era trovador d’el rei e que, embora pouco endinheirado, era boa pessoa. O lenhador tinha também outro irmão que era sapateiro de um conde daquele lugar. O lenhador, um dia, foi ao palácio do rei ver o seu irmão a tocar para o rei. Aí viu a rainha sentada ao lado de seu marido e… ao seu lado estava… um cão. Ao sair do palácio, encontrou uma rapariga, na flor da idade, que ordenou logo que ele a seguisse. O lenhador disse a seu irmão que não se importasse com ele que ia a pé para casa. E o pobre do lenhador seguiu-a, entrando por aqueles corredores cheios de quadros, estátuas e castiçais de talha, ouro e prata. Até que chegaram a um pequeno compartimento onde aquela rapariguinha o vestiu com os melhores trajes e perfumou-o com os melhores perfumes. Explicou quem era e disse que era uma princesa que estava apaixonada por ele. O homem ficou espantado e disse honradamente à princesa que já era casado e que não era pessoa capaz de cometer infidelidades. A princesa disse-lhe que uma bruxa lhe tinha feito um feitiço e que se ela não casasse dentro de um mês ficaria transformada num rinoceronte. O pobre do homem disse que no dia seguinte voltaria ao palácio com uma e uma só resposta.
Ao sair do castelo, o lenhador recebeu a triste notícia de que a sua esposa tinha caído de uma ponte abaixo e que estava morta, …falecida fica melhor.
Depois das cerimónias fúnebres, o lenhador vestiu-se com a melhor roupa de domingo que tinha e pôs-se a caminho do palácio. Imediatamente foi ter com a princesa, contou-lhe o sucedido e disse que aceitava o pedido dela. A princesa relatou tudo ao seu pai, o rei concordou e decidiu que o casamento se iria realizar o mais brevemente possível. Mas o conde de Vaz Flor, que pretendia a mão da princesa em casamento, no dia da boda, invadiu a basílica. Apoiado pela Nobreza, matou El-Rei e coroou-se a si próprio. Ora, nesse instante, uma velhinha entrou na basílica, gritando que vinha aí um dragão. Todos da basílica saíram menos a velha, a princesa e o lenhador. A velha mandou o casal subir ao alto do campanário e que tocassem o sino de ouro. Os dois fizeram o que lhes fora mandado e o dragão não conseguiu aí chegar. Passado pouco tempo, o dragão morreu e a velha tirou-lhe dentro dos intestinos uma varinha mágica que lhe dava todos os poderes, mas só para fazer o bem. Então o lenhador dirigiu-se para o palácio, apoderou-se do trono e proclamou ao povo que ele era o novo rei. Todo o povo o apoiou, e, no dia seguinte casou com a princesa, festa que durou sete dias e seis noites. Os dois viveram felizes para sempre, governando para que não houvesse guerra, nem ódio, nem fome.
Tomás Bravo, 7ºC                        



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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Para descontrair um pouco...com música portuguesa...a dobrar.
Já expressei aqui a minha profunda admiração pela voz da Viviane, que está sempre tão próxima de Tavira. Que me perdoem a repetição, mas nunca é de mais ouvir grandes vozes. A dela e a do grupo Mesa.
G.R.
    Mesa - "Quando as Palavras..."

Viviane - "Não apagues o amor"



Sou uma cinéfila que, sempre que o tempo o permite, dá uma escapadela até ao cinema. A decisão de entrar numa sala de cinema depende dos atores, do argumento, do realizador e também (provavelmente não deve ser muito comum, mas em mim é) do título do filme. Por incrível que pareça, quando leio títulos como “ Velocidade perigosa”, “Missão de alto risco” e outros afins fico desconfiada e cheira-me a “americanice” descartável. Hoje tive o privilégio de assistir mais uma vez a uma interpretação extraordinária da atriz Meryl Streep no filme A Dama de Ferro.
Pode-se pensar muito facilmente que se trata de um filme biográfico, que exalta a mulher que comandou o Reino Unido com "mão de ferro" por mais de uma década e está lá, ainda viva, em Londres. Margaret Thatcher, figura política controversa, foi amada e odiada pelas decisões polémicas que tomou ao longo da sua carreira política.
Mas o lado histórico e político nesta trama tem um protagonismo relativo. Não interessa muito saber como foram os seus anos de governação. O filme não é sobre o thatcherismo. É sobre uma mulher e a sua personalidade. Acima de tudo é uma história sobre a solidão, a velhice e a demência. Thatcher sofre de Alzheimer e é apresentada física e mentalmente debilitada. Num processo de analepse, o filme conta três dias da vida desta mulher, com histórias paralelas, usando até ao fim a técnica de flashback. São histórias que ela recorda desde os tempos em que trabalhava na mercearia do pai até ao momento em que se torna a primeira mulher a governar o seu país. É um filme tocante porque se Thatcher é ainda vista politicamente por alguns como vilã, o filme humaniza-a. A fragilidade provocada pela doença torna-a vulnerável. A dama já não é de ferro e isso leva a que sintamos alguma empatia pela figura.
O filme também levanta a questão da condição humana: passamos do tudo ao nada. Quem ocupa a cadeira do poder facilmente a perde. E paira no ar a pergunta: valerá a pena? O poder e a fragilidade são extremos que se tocam. Recordo-me de uma cena do filme quando o marido de Margaret Thatcher a acusa de que o que a move não são os ideais, mas a ambição. Aliás, a relação do casal é pautada pela ausência afetiva dela e pela paciência dele. Recordo-me das palavras dela quando diz que “existem demasiados sentimentos. São necessários pensamentos e ideias. Mais do que sentimentos.” Na minha opinião, é este lado do poder que é assustador.
No entanto, é na solidão e na doença que ela recorda, conversa e interage com o marido já falecido. A maior parte das cenas apresenta uma Thatcher de olhar profundo, perdido, impotente diante do estado atual de saúde, longe do perfil de mulher poderosa e implacável que foi durante quase onze anos. Nas horas de lazer, adorava ver O Rei e Eu, musical de 1956 dirigido por Walter Lang, que narrava a história de uma impetuosa jovem e a sua relação com um rei. Nos seus delírios solitários, o marido está sempre ao lado dela e dançam ao som de uma dessas músicas. Procura de uma felicidade perdida e que não foi aproveitada?... (Quando estava a ver o filme escrevi…às escuras…o nome da canção - “Shall we dance”-  para a encontrar no youtube, mas a qualidade do som não é a melhor). 
          Os diálogos da personagem são muito esclarecedores quanto àquilo que ela pretende fazer da sua existência:  não quer passar a sua vida a lavar chávenas de chá. Ela quer mais.
Interpretação soberba de Meryl Streep que se confunde de tal maneira com a personagem que já não sabemos qual é uma e qual é outra. Fez um trabalho de casa notável de dicção, maneirismos e postura corporal. A caracterização é irrepreensível.
             As críticas ao filme divergem no seu conteúdo: o Primeiro-Ministro David Cameron alega que o filme é ” mais uma cinebiografia sobre demência e envelhecimento que um filme sobre uma mulher estupenda politicamente”. Eu penso que um filme que aborda um tema tão delicado como a demência e a velhice merece todo o nosso respeito porque as consequências e o sofrimento provocam sempre uma dor infinita tanto nos doentes como naqueles que lhes são próximos.
Há uma tentativa de branqueamento da imagem de Thatcher, da humanização desta figura tão polémica?
Eu só vejo uma história magistralmente interpretada por uma atriz que é a melhor da sua geração. Se ela não ganhar o Óscar… quem ganhará?


                                                            Guilhermina Reis